Você me deu força, estabilidade, o mar, por sua vez, me renovou
e me glorificou. Agora eu me despeço, sem um último beijo ou último sorriso ou nem
mesmo um último olhar, apenas vou embora, sem olhar pra trás. Mas não ache que vou esquecer, nem desistir,
apenas irei curtir, ou não.
Tanto eu quanto você
temos palavras a cumprir, mas elas não são de urgências, podemos deixá-las pra
depois, um depois distante, um depois que não quero planejar, um depois que vai
chegar quando você menos esperar. E talvez quando ele chegar, você estará na
sua sala de estar assistindo ao jogo ou em seu escritório lendo, ou talvez
esteja parado na sinaleira, ou quem sabe não estará em minha porta? Mas o que importa é que um dia esse depois
chegará, e quando chegar, não o deixe partir, pois será nossa última chance, ou
não.
Nesse momento, nesse de
agora onde o vento bate na porta querendo entrar com a chuva da alegria, eu
apenas lhe peço para que me deixe, peço também para que saia dos meus
pensamentos, mas não leve minha inspiração, pois é disso que temo. Confesso que
foi você que me ensinou a escrever, de mesmo jeito que me ensinou a amar, ou
não.

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