Um adeus, ou não...


Você me deu força, estabilidade, o mar, por sua vez, me renovou e me glorificou. Agora eu me despeço, sem um último beijo ou último sorriso ou nem mesmo um último olhar, apenas vou embora, sem olhar pra trás. Mas não ache que vou esquecer, nem desistir, apenas irei curtir, ou não.
 Tanto eu quanto você temos palavras a cumprir, mas elas não são de urgências, podemos deixá-las pra depois, um depois distante, um depois que não quero planejar, um depois que vai chegar quando você menos esperar. E talvez quando ele chegar, você estará na sua sala de estar assistindo ao jogo ou em seu escritório lendo, ou talvez esteja parado na sinaleira, ou quem sabe não estará em minha porta?  Mas o que importa é que um dia esse depois chegará, e quando chegar, não o deixe partir, pois será nossa última chance, ou não.
 Nesse momento, nesse de agora onde o vento bate na porta querendo entrar com a chuva da alegria, eu apenas lhe peço para que me deixe, peço também para que saia dos meus pensamentos, mas não leve minha inspiração, pois é disso que temo. Confesso que foi você que me ensinou a escrever, de mesmo jeito que me ensinou a amar, ou não.
 Não leve também tudo ao pé da letra, isso talvez seja apenas palavras em vão juntadas em um papel qualquer, ou não...                                    

                                             

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